(Des)construção!
Desconstrução! A temeridade relacionada a esta palavra está também relacionada com o resultado que surge de sua consequência - o desconhecido! Sim, pois será que realmente não construímos ao desconstruir? Será que nos deparamos com uma manifestação do 'nada'? Cada vez mais, parece que não...
Crise mundial, 2013, cataclismas, fim-do-mundo, guerras, epidemias, fim-do-mundo, ecosistemas, ecocultura, economia, fim do fim-do-mundo... Em verdade, vemos e viemos da sobreposição de catástrofes, e nenhuma delas foi insuperável...
Acidez pela dimensão corrosiva extraída das dimensões mais radicais constitutivas da busca pelo encontro de uma natureza humana, licergia pela dimensão atemporal da HIPER-REALIDADE frenética e esquizofrênica da sociedade contemporânea, ambos condicionados e sufocados por uma realidade hipócrita e dissimulada - cínica por excelência! -, porém prontos para enfrentá-la e olhando-a nos olhos, mergulhar em sua essência de maneira a não sermos mais os mesmos...
Mas quais as verdadeiras questões por trás das ações humanas? Será mesmo o homem capaz de oferecer o que esperamos dele?
Será que VOCÊ é capaz? O quê você sabe sobre si mesmo?
O quê VOCÊ sabe?
Seja Bem Vindo!
SiD ÁciDo & Lesérksikos
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Egocentrismo
Quem sou eu? Três palavras que nunca terão sentido quando constituindo uma frase... A pergunta pressupõe a possibilidade de descobrirmos de maneira absoluta a resposta. Um recuo deste positivismo epistêmico parece ser uma boa estratégia: posso saber quem sou eu? Aqui nos aproximamos mais de uma postura sensata...
Sou o dilema entre tudo o que tenho e o nada que represento. Sou a síntese entre as vontades que me motivam e os obstáculos que encontro para efetivá-las. Sou o que fui, vivenciei, e o que serei. Sou também todos os que conhecí - todos os que foram para mim e em mim na minha vida. Sou a melhor interpretação que conseguí extrair daquilo que se apresentou para mim, sou muito mais que isso e também muito menos...
Sou o constante espernear de uma ave no ninho. Sou também a caça e o caçador. Sou o medo da morte, a vontade de morrer e a afirmação da vida. Sou o obstáculo para os conservadores e a solução para todos os problemas. Porém, mais evidente que tudo: sou a sede de realização!
Aqui, não me distínguo de meus inimigos. Esta é a ironia com a qual convivo! Se por um lado, minhas vontades se manifestam na busca e na exigência do respeito às massas e ao indivíduo, por outro meus inimigos defendem suas vontades e exigem que tudo permaneça como está. Não há hierarquia aqui, mas somente seres autômatos em um planeta isolado defendendo suas perspectivas de realização antes que a morte chegue. Eis a redução do mártir a um garoto mimado... Eis também a introdução da beleza como valor antropológico - não está aqui resumido todo o romance?
A auto-afirmação diante de uma platéia desatenta é o que gera o escarro! A rabujisse e a insanidade já não parecem estar mais tão distantes... "Adapte-se e sobreviva!" diz meu amante e cúmplice, raivoso por perceber minha miséria e não me desejar o destino que escolhí (?). "Adapto-me e morrerei agora!" digo-lhe com suor no rosto enquanto quebro mais uma pedra com meu martelo. Não estaremos todos em uma situação de miséria? Entre o que acredito que sou e o que represento, fico com a primeira, mas não posso julgar quem se relaciona com a segunda - é realmente tentadora! Como uma vadia, a tentação pelo conforto e prazer imediatos pode nos fazer perdermos de vista aquele que gostaríamos de ser, mas também descobrirmos que o que pensávamos que éramos era um erro - temos aqui a necessidade da experiência!
Ah, sim... Nada como a experiência! A tentativa de descobrirmos um pouco mais sobre nós mesmos... Isto deve ser uma consequência e não o motivo! Agregando evidências, descobrimos o que somos e o que não somos, e este é o jogo da vida! Até a morte, vivendo e aprendendo sobre o que aceito e o que não aceito. Eis aqui o que penso que sou e o que sei que não sou. Eis aqui a mentira do meu consciente reduzida a letras com algum sentido... Eis aqui a maior de todas as prepotências... Eis aqui a minha contradição...
domingo, 3 de julho de 2011
O Estrangeiro
Capítulo 1: Do Despertar da Autoconsciência à Manifestação da Vontade
- O que é isso? Quem é essa gente?
E assim que termino sinto um solavanco pelas costas.
- O quê há de errado com você rapaz?!?
- CALE A BOCA SEU DESGRAÇADO!!!
E mais um empurrão, mas agora vejo seu rosto enfurecido e percebo que não foi um engano...
-Você está maluco?!? Foda-se! - então dou-lhe um soco de direita que o afasta, e saio correndo em meio àquelas pessoas... Então percebo que estão todas discutindo, gritando umas com as outras, empurrando-se e brigando entre si. Algumas eram empurradas e esbarravam em outras que nunca tinham visto, mas o revide de um soco ou chute era imediato. Não havia muito espaço para se mover naquela confusão interminável, mas eu sabia que precisava sair de lá...
Tentei buscar informações sobre como poderia sair de lá mas tudo o que me diziam é que era impossível sair, que eu tinha era que revidar, ou então me davam testadas na cara e eu fugia novamente... Logo percebí que não poderia compreender aquilo através daquelas pessoas, mas que teria que pensar em algo por mim mesmo. Virei-me para o horizonte e conseguí avistar um morro onde não haviam pessoas, mas apenas um tipo de iluminação. Entendí que por ser um lugar mais alto, talvez eu pudesse ser melhor ouvido em uma tentativa de ordenar aquilo tudo, então me dediquei a alcançar o morro.
Enquanto me esgueirava para alcançar meu objetivo, pessoas esbarravam em mim, me agarravam, rasgaram minha roupa... Em um certo momento ví um sintoma de organização, pois encontrei um grupo de 4 pessoas que estavam cooperando entre sí então perguntei-lhes:
- O que tem lá no morro?
- Nada que vá lhe ajudar aqui meu caro... A única coisa que pode te ajudar aqui é aliar-se a nós. Até por que o morro está longe demais daqui e você morreria antes de chegar lá...
Eu até que refletí um pouco sobre aquela proposta, pois parecia satisfazer todos os meus desejos naquele momento. Além do mais, o morro parecia realmente não se aproximar, parecia que o efeito de seu tamanho no horizonte confundia minha noção espacial me levando ao engano de pensar que poderia atravessar aquela multidão e chegar lá.
Mas eu tinha um problema... Minha inconformidade com aquela forma de vida não me permitia tentar simplesmente desenvolver uma maneira de ficar mais confortável: eu tinha que tentar resolver aquilo! Agora meu problema era apenas o de se eu iria viver o suficiente para atingir o morro...
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Homo Mercadologicus
Tudo à venda! Na era da tecnocracia, todo o conhecimento sobre o homem é utilizado para que execute o que se espera dele em um sistema político específico – o vigente! O homem tão deslumbrado com sua criação torna-se submisso a ela, mas aqui não tenho novidades...
Estas me parecem que são mais fáceis de ser encontradas no simples! No mais óbvio e aparente até aqui! O produto da relação amoral entre um sistema político fundamentado no acúmulo de capital e o avanço nas pesquisas sobre o homem. Algo! Seres autômatos reproduzindo-se e reproduzindo seus modos de vida com tamanho frenesi que perdem a identidade e nem percebem – e nem podem perceber - aquilo que nunca se desenvolveu...
Compraram seu tempo! Compraram seu tempo meu caro! Compraram a visão que sua mãe tem de você! Compraram a visão que aquela gostosa tem de você! Compraram seu círculo de amizades! Compraram o jeito como te tratam na rua! Compraram seu modo de vida! Compraram cada sorriso e cada lamentação sua! Compraram a porra deste blog! Compraram cada palavra que escrevo! Mas por que compraram? Por que estamos vendendo! Necessidades meu caro! O vagabundo não é aqui o subversivo? Agora seu discurso torna-se ineficiente... Cheguei em meu ponto!
O respeito por si mesmo não permite que trabalhes até o esgotamento caso não percebas uma possibilidade de que esta rotina termine logo, e com ganhos de grande valor... Eis que surge alguém realmente atento! Pena que não pude cumprimenta-lo...
Filhos da puta! Reduziram e ainda reduzirão bilhões de pessoas a uma existência burocrática e velada unicamente por causa de sua ignorância e insegurança demencial! Fodam-se vocês e fodam-se nós também!
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